Netanyahu inicia um governo ainda mais à direita em Israel

 Aos 73 anos, Benjamin Netanyahu é o político que por mais tempo liderou o governo de Israel, com 15 anos divididos em dois mandatos


(crédito: AFP)

Benjamin Netanyahu iniciou, ontem, o terceiro mandato como primeiro-ministro de Israel, quatro anos após sua saída e depois de conquistar a confiança dos deputados de seu novo governo, o mais à direita da história do país. Antes de um voto de confiança no Parlamento, onde sua coalizão tem a maioria das cadeiras, ele apresentou sua equipe ministerial aos deputados.

Dos 120 membros do Knesset (Parlamento) 63 votaram a favor do governo de Netanyahu, composto por seu partido, o Likud (direita), por dois partidos ultraortodoxos e três de extrema direita. O premiê anunciou o ex-ministro da Inteligência Eli Cohen como chefe da diplomacia. Na véspera, já havia informado que Yoav Gallant, um ex-oficial próximo ao movimento pró-assentamentos na Cisjordânia ocupada, ficaria com a pasta da Defesa.

Em discurso aos parlamentares, Netanyahu elencou as principais missões de seu novo governo. “Frustrar os esforços do Irã para adquirir um arsenal nuclear, garantir a superioridade militar de Israel na região e ampliar o círculo de paz (com os países árabes)”, assinalou.

Aos 73 anos, Benjamin Netanyahu é o político que por mais tempo liderou o governo de Israel, com 15 anos divididos em dois mandatos (1996-1999 e 2009-2021). Pressionado por acusações de corrupção, deixou o poder em 2021, dando lugar a uma coalizão eclética de políticos de esquerda, centristas e partidos árabes liderada por Naftali Bennett e Yair Lapid.

Após as eleições legislativas de 1º de novembro, Netanyahu negociou com partidos ultraortodoxos e de extrema direita, como o Partido Sionista Religioso, de Bezalel Smotrich, e o Poder Judaico, de Itamar Ben Gvir, ambos com um histórico de declarações explosivas contra os palestinos.

Smotrich assumiu o Ministério da Fazenda e será responsável pela política de colonização na Cisjordânia. Ben Gvir será ministro da Segurança Nacional e controlará a polícia que opera na Cisjordânia, ocupada desde 1967. A maioria parlamentar ampliou os poderes da pasta. O procurador-geral Gali Baharav-Miara alertou para o risco “de politização das forças de ordem”.

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